Conjove apresenta aos vereadores 7º Feirão do Imposto

Promoção vai durar três dias e visa alertar consumidor sobre altos impostos sem retorno devido

A 7ª edição do Feirão do Comércio, promovido pelo Conselho de Jovens Empresários (Conjove) de Marabá, será realizado no período de 25 a 27 de maio, com inúmeras ações de comercialização de produtos e serviços sem impostos, cidadania fiscal e doação de sangue. Este assunto esteve em pauta na sessão desta quarta-feira, 17 de maio, na Câmara Municipal de Marabá.
Na oportunidade, o presidente do Conjove, Caetano Reis, informou sobre as ações, parceiros e expectativas do evento promovido pelos jovens empresários. “Ela é uma ação de caráter nacional e é o tipo de promoção que serve para mostrar para a comunidade que o cidadão paga impostos altíssimos e não tem retorno devido”. Ele explicou, ainda, que o conselho é uma entidade vinculada à ACIM (Associação Comercial e Industrial de Marabá) e que a missão do grupo é defender a classe jovem empreendedora, visando o crescimento dos associados. “Nosso negócio é interagir, promover e assessorar os jovens empresários de Marabá”, frisou o presidente do Conjove.
Com o slogan “Chega de Mão Grande”, o 7° Feirão do Imposto tem o intuito de criar uma consciência crítica na população sobre o quanto cada brasileiro paga de impostos sobre produtos e serviços, demonstrando o preço da carga tributária de alguns deles. “Essa edição fala sobre a falta de retorno em serviços básicos essências a partir dos recursos arrecadados com os impostos”, finalizou Caetano, exibindo, em seguida, um vídeo e slides promocionais do feirão.
A vereadora Irismar Melo discorreu sobre o perdão de dívidas tributárias que é dado às grandes empresas, citando o exemplo da atual gestão do governo federal, que tem dado perdão fiscal a algumas grandes empresas. Citou o financiamento dos grandes empresários aos políticos, numa forma de barganhar privilégios noutro momento.
A vereadora Priscila Veloso disse que os números e dados apresentados pelo presidente do Conjove são marcantes, e que é preciso que a Casa se junte no esforço de contribuir para melhorar o quadro apresentado.
Frank Varão destacou que na explanação do presidente do Conjove, a maioria dos parceiros envolvidos é composta por médios e grandes empresários. Ele questionou sobre a inserção do pequeno e micro na ação. 
 Caetano disse que o pequeno empresário não tem muito o que tirar de impostos para participar. Mas que não existe separação de micro, pequeno, médio e grande na ação do Feirão. “Não diferimos ou eximimos as empresas para participar”, garantiu.
Alecio Stringari ponderou que o País tem recorde de sonegação de empresários, e que isso também se deve à grande carga tributária, lembrando que vários países aderem ao imposto único e que isso funciona muito bem.