Elmar se filia à Associação Brasileira das Escolas do Legislativo

Presidente da ABEL elogia trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal na área da educação legislativa

Com uma boa representação de alunos de escolas públicas e privadas de Marabá, na manhã desta quinta-feira, 28 de setembro, foi realizada no Plenário da Câmara Municipal de Marabá a cerimônia de filiação da Escola do Legislativo de Marabá (ELMAR) à Associação Brasileira das Escolas do Legislativo e de Contas (ABEL). 
O evento contou com a presença do presidente da Associação, Florian Augusto e do secretário de Representação da Unidade Regional de Marabá do Tribunal de Contas do Estado do Pará, Alexandre Costa. Completaram a Mesa Diretiva do encontro, o presidente da Câmara Municipal de Marabá, Pedro Corrêa; Antônio Cunha Sá, vice-prefeito de Marabá; Gabriela Silva, diretora da ELMAR e Gustavo Andrade, presidente da Câmara Mirim de Marabá de 2017. 
Na galeria de honra estiveram prestigiando o evento os vereadores Gilson Dias, Márcio do São Félix, Mariozan Quintão e Frank Varão.
A diretora da Escola do Legislativo de Marabá, Gabriela Silva, usou a tribuna para expor um pouco do trabalho desenvolvido pela ELMAR e se disse orgulhosa da Escola passar a fazer parte da ABEL e ser reconhecida nacionalmente. Disse que a Câmara realizada o trabalho pedagógico desde 2015, quando foi criada na gestão do ex-presidente da Câmara, Miguel Gomes Filho. 
Gabriela disse que desde sua fundação, a Escola do Legislativo começou a elaborar um planejamento de ações e que a ELMAR tem como ferramenta o fortalecimento da cidadania. “O programa principal que a ELMAR desenvolve é o Câmara Mirim, que abrange alunos de 12 a 16 anos das escolas públicas e particulares. A nossa missão é promover uma educação legislativa com excelência, contribuindo através de ações cidadãs”, destacou a diretora.
Florian Madruga palestrou sobre a importância das escolas do Legislativo para o aperfeiçoamento e fortalecimento do Poder Legislativo. Disse acreditar que para mudar o país só existe um caminho, a educação. Afirmou que “leva” o projeto das Escolas do Legislativo pelo Brasil, e a pergunta que mais se houve é para que as Câmaras querem uma escola? De acordo com ele, a resposta é porque a Constituição Federal determina. A Constituinte diz que a administração pública deveria ter um corpo técnico, capacitado. E está na Constituição a capacitação dos servidores pelas escolas na administração pública. O servidor tem de estar bem preparado para atender qualquer cidadão que traga suas demandas”, enfatizou o presidente.
Florian ainda lembrou que dos mais de 5 mil municípios do Brasil apenas 100 têm Escola Legislativa, e no Pará só Marabá. “Todos os Estados e Tribunais de Contas Estaduais possuem, mas nosso grande desafio são os municípios”. 
O presidente da ABEL disse que a política deve ser exercida todos os dias, e que por isso é importante a educação política, com a Escola do Legislativo e dos Tribunais de Contas ensinando aos jovens a serem politizados e não terem aversão à política.
Finalizando seu discurso, Madruga observou que estimula as Câmara a saírem em buscar de escolas para mudar a população, começando pelos estudantes. “Saio revigorado do evento e com o intuito de levar as ações de Marabá e da Escola do Legislativo da cidade para Brasília. A grande transformação que o país precisa começa aqui em Marabá. Que esse momento sirva de exemplo para o Brasil inteiro”, enalteceu Florian.
Alexandre Costa, secretário de Representação da Unidade Regional de Marabá do Tribunal de Contas do Estado do Pará, revelou que o projeto TCE Cidadão foi idealizado especialmente para os estudantes, e a ideia nasceu na mente do Conselheiro Nelson Chaves, em 2011, e há 6 anos está atuando e já visitou diversas escolas em vários municípios no Pará. “O projeto visa estimular alunos das escolas públicas e a sociedade a fiscalizar as ações do governo e a aplicação dos recursos públicos. E também visa informar para que servem os Tribunais de Contas e suas atividades. O grande desafio do Tribunal de Contas é apresentar-se à sociedade como entidade que contribui para seu desenvolvimento”, disse Alexandre.
O representante do TCE colocou que o Tribunal de Contas Cidadão criou, em 2015, uma unidade em Marabá para cumprir mais de perto sua função de órgão fiscalizador, mas também orientador. Em seguida, Alexandre palestrou para os presentes sobre administração pública, gestão e deveres. “O Tribunal de Contas fiscaliza a arrecadação e a aplicação de recursos públicos, com suas despesas e receitas. A missão do TCE é exercer o controle externo em benefício da sociedade, orientando, acompanhando e fiscalizando a efetiva e regular gestão dos recursos públicos estaduais”.
Ao final da cerimônia, houve assinatura oficial por parte dos presidentes para a filiação da ELMAR à ABEL. O presidente da Câmara, Pedro Corrêa, o Pedrinho, lembrou que a Lei da Transparência é importante, e destacou que a Câmara Municipal de Marabá tem a melhor nota no quesito de transparência no Estado do Pará. “É um momento especial, como presidente, com o compromisso de filiarmos à Associação das Escolas do Legislativo a nossa Escola do Legislativo Municipal, visando o avanço cidadão na comunidade”. 
Pedrinho enfatizou que participou de vários eventos da ELMAR e que vê o interesse dos jovens ao ter contato com a Escola Legislativa. “Espero futuramente ver os vereadores mirins empossados na Casa Legislativa como vereador adulto”. 
O presidente ainda destacou o trabalho externo realizado pela ELMAR, que vem aproximando os vereadores da comunidade. “Queremos ainda criar a Biblioteca da Escola do Legislativo”, finalizou Pedrinho.
Gustavo Andrade, presidente da Câmara Mirim de Marabá 2017, disse que antes só criticava a política e aprendeu que nem sempre a crítica e cabível, porque muitas vezes não se entende o problema. 
Tony Cunha, vice-prefeito, sustentou que a Câmara Mirim oferece a possibilidade de compreender cada vez mais as questões pertinentes ao Poder Legislativo. “A política anda desgastada, em descrédito. Mas como foi dito não é a política que deve ser desprestigiada, mas, sim, quem a transforma em uma atividade mal vista, como o mal político. Cada vez mais a sociedade tem de participar da política”.