No segundo dia de sessão, vereadores fazem cobranças à Alepa

Gilsim e Vanda utilizaram a tribuna para pedir maior apoio dos deputados nas grandes discussões desenvolvimentistas do sul e sudeste paraense

No segundo dia de sessão itinerante da Alepa (Assembleia Legislativa do Pará), em Marabá, autoridades, personalidades e cidadãos, de uma forma geral, puderam fazer uso da palavra. Dois vereadores da atual legislatura de Marabá foram enfáticos ao cobrar maior empenho do Poder Legislativo Estadual nas questões preponderantes para o desenvolvimento da região do Carajás.

Gilsim Silva (PP) alertou as autoridades presentes sobre as grandes distâncias que interligam a região e dos desafios propostos por essa mesma dificuldade de acesso aos principais centros. “Temos distritos que ficam a 300 km da sede do município de Marabá”, lamentou.

Para o vereador, Marabá teve, sempre, grande importância econômica para o desenvolvimento do Estado do Pará. “Todos os ciclos econômicos de Marabá e desta região envolveram o mercado internacional, o que mostra a vocação natural dessa área”, enfatizou Gilsim.  Para ele, a região conta com o apoio dos parlamentares no tripé que, de acordo com ele, dará sustentabilidade socioeconômica para o sul e sudeste paraense. “Nossos três grandes projetos de desenvolvimento são Hidrovia, Carajás e Alpa e, para isso, contamos com a participação de vocês”, concluiu o vereador.

Vanda Américo fez discurso empolgado, dizendo que a região precisa, não importando a bandeira partidária, dos 41 deputados que hoje compõem a Alepa. “Estamos travando longas e duras lutas em nível federal, buscando a viabilidade da hidrovia, entre outras coisas, e precisamos do empenho e da participação da Assembleia”, clamou Vanda.

Ela disse ainda que é necessário o empenho dos deputados para que se quebre o monopólio da Vale na ferrovia Carajás. “Não podemos desenvolver a região com a Vale tendo monopólio sobre o principal meio de escoamento da produção”, alfinetou Américo.

Vanda lembrou também sobre a construção da hidrelétrica de Marabá, que será construída um pouco acima da ponte sobre o rio Tocantins, e que de acordo com ela, não possui eclusa. “Não podemos ficar só com os impactos ambientais e sociais, precisamos chamar o consórcio para saber como ficará a compensação por esses danos”. A vereadora pediu ainda, que os deputados se empenhem para, junto com a bancada federal, viabilizar desenvolvimento para Marabá e municípios circunvizinhos.