Obras do PAC no Novo Horizonte recebem críticas de vereadores na volta do recesso

Ruas ficaram esburacadas e a poeira toma conta das vias por onde passaram as máquinas da CMT

Um dos primeiros assunto abordados na volta das sessões após o recesso legislativo na Câmara Municipal de Marabá, nesta terça-feira, 6, foi a atuação da CMT Engenharia na execução de obras se saneamento para colocação de rede coletora de esgoto sanitário em várias ruas dos bairros Novo Horizonte e Belo Horizonte, segundo contrato com a Cosanpa (Companhia de Saneamento do Pará).

De acordo com o vereador José Sidney (PSDB), as instalações estão sendo realizadas e não está havendo o repara no asfalto, o que dificulta o trânsito nas ruas, deixando a área em que a empresa faz a ação totalmente esburacada e as ruas e residências tomadas pela poeira. “As obras são necessárias, mas não queremos que fiquem os buracos após a conclusão”, alfinetou Sidney, advertindo que a Cosanpa deveria cobrar da CMT os reparos devidos logo após a realização da obra, o que não está acontecendo.

Sidney pediu que a Mesa Diretora da Câmara convide o gerente da Cosanpa para debater e explicar a dimensão das obras que estão em execução naqueles bairros.

A vereadora Irismar Araújo Melo (PR), primeira secretária da Câmara, destacou que as obras que a CMT está realizando, contratada pela Cosanpa, deixam as avenidas cheias de buracos, quebram as pistas e acontecem acidentes, causando danos para a população. Ela cobrou, também, uma atuação do Poder Executivo municipal em fiscalizar a atuação e o modo como as avenidas são deixadas após a realização da obra. “As obras são do Estado, mas o município tem de ter alguém verificando e cobrando que a empresa deixe a parte superior da pista da forma como recebera”, pondera a vereadora.

Para Irismar, é preciso avançar nessas questões e no que diz respeito à atuação da Cosanpa em Marabá, inclusive, agendando uma audiência pública com a direção da companhia para tratar sobre esses assuntos. “Obras desse tipo já aconteceram em outros bairros de Marabá e tivemos os mesmos problemas, temos que ter essas informações e cobrar a continuidade desse serviço”, bradou a primeira secretária.

A vereadora Júlia Rosa (PDT), presidente da Câmara, abordou o mesmo tema, salientando que as obras do PAC no Novo Horizonte é notório que o transtorno é grande, mas em se tratando de uma cidade onde existe zero de rede de esgoto, será um ganho para o município e um avanço muito grande para a comunidade. “Esse esgoto será canalizado para a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) do Bairro Amapá, que está quase pronta”.

A presidente concorda também que a CMT tem tornado a situação dos moradores um verdadeiro caos. “Não terminam a obra de uma rua e já iniciam em outra. Passei uma semana sem ter acesso com carro em minha casa, deixando o veículo dormir do lado de fora, mas tudo bem. Esse transtorno é em função do ganho social”, colocou a presidente.

Júlia questionou ainda, o porquê de a Avenida Castelo Branco, no Novo Horizonte, não estar sendo contemplada com obra de esgotamento sanitário, já que a mesma não tem água e, de acordo com a CMT, não terá rede de esgoto. “Ela é uma via de acesso importante do Bairro Novo Horizonte. Como se explica um planejamento por parte da Cosanpa, que é quem gerencia a obra do PAC?”, questionou a presidente.

Ela determinou que seja encaminhado à Cosanpa, em caráter de urgência, a indagação sobre a situação da avenida Castelo Branco, exigindo explicações para os motivos técnicos de esta via não estar incluída nas obras de esgotamento sanitário que estão sendo realizadas.