Paralização dos professores do ensino médio é pautada na Câmara

Vereadores cobram uma solução do Governo do Estado

Devido à greve que há dias paralisou as aulas do ensino médio público no Estado do Pará, alguns vereadores se posicionaram a respeito do assunto na sessão da última quarta-feira, 3, e cobraram uma atitude rápida do Governo do Estado, visando minimizar os efeitos e prejuízos sofridos pelos alunos e famílias que necessitam do ensino oferecido pelo poder público estadual.

Primeiro a tocar no assunto na última sessão, o vereador Ronaldo Yara (PTB) se mostrou preocupado com o andamento da greve dos professores. Para ele, com o ensino médio parado, os únicos penalizados são os alunos. “Não sei como está a negociação, é preocupante vermos os estudantes sendo punidos. Gostaria muito do empenho do Governo do Estado para resolver, com brevidade, esse problema, minimizando o sofrimento dos alunos”.

Yara ainda lembrou que é através da educação e do conhecimento que se constrói melhores cidadãos e se muda uma sociedade. “Temos que cobrar da gestão estadual, solicitando que as escolas voltem a funcionar o mais rápido possível”, finalizou.

Para Alécio Stringari, o ensino médio do Pará está falido. Morador da zona rural de Marabá, o vereador disse que fora da sede do município é que existe um descaso. “Não conseguimos segurar os nossos jovens, que precisam de 2 ou 3 anos para realizar uma etapa do aprendizado. Isso é desumano”.

 Alécio cobrou da tribuna que o secretário Estado de Educação dê uma resposta sobre a reunião que a Câmara solicitou, no intuito de receber uma satisfação no que diz respeito às determinações que estão sendo tomadas para amenizar esse déficit na educação pública para com a região. “Não podemos mais ser penalizados. Isso é um descaso com nossa população. Na escola pública, está difícil se preparar para um curso superior. Temos que dar uma resposta para a sociedade, ainda este ano”.

Líder do governo na Câmara, e ex-diretor da 4ª Unidade Regional de Educação (URE), Pedro Souza (Pros) se mostrou descrente quanto à eficácia e a tomada de decisão para mitigar os problemas sofridos pela região, no que diz respeito ao ensino médio. “Por essa modalidade de ensino, não sei mais o que falar. Existe uma incapacidade do paraense em gerenciar o ensino médio, que é o pior do país desde 2005”.