Professores do IFPA pedem ajuda da Câmara para mediar crise no instituto

Eles reclamam de falta de comunicação no campus e ausência de transporte público entre a cidade e a unidade rural

Enquanto a coordenação do Campus local do IFPA (Instituto Federal do Pará) dava posse a novos servidores no Plenarinho da Câmara Municipal, a 30 metros dali, no Plenário do Legislativo, professores e estudantes daquela instituição se queixavam aos vereadores na tribuna pela falta de estrutura do Campus, cujas obras se arrastam há seis anos.

Os professores Raimundo Nonato Santos da Silva e Ribamar Ribeiro Júnior usaram a tribuna para pontuar os problemas enfrentados por docentes e discentes do IFPA.

Segundo eles, a greve estabelecida no dia 29 de abril é por tempo por indeterminado nos dois campi – rural e industrial. Há seis, a unidade de Marabá está com processo de implantação com reitor pró-tempore (temporário). “Há várias obras sem conclusão. Em nossa pauta local, colocamos para o diretor do campus e reitor a discussão de como melhor atender os alunos”, disse Nonato.

Ele explicou que a demanda da criação de uma linha de transporte público é um dos maiores objetivos da comunidade porque a escola fica a 26 km da sede de Marabá. “Há previsão para mil alunos, mais de 100 servidores e não possuímos linha de ônibus”, lamentou Raimundo.

Ele lembrou que há viabilidade para uma linha de ônibus porque a Vila Sororó completa a demanda, com mais de 10 mil habitantes.

Por sua vez, o professor Ribamar Ribeiro Júnior explicou que o Campus Rural tem atualmente 360 alunos. Há várias obras paralisadas, embora sejam importantes. “Não se consegue dar andamento porque a direção da escola foi imposta, não quer sair nem cede espaço”.

Ele pediu que os vereadores intercedam para que a direção do Campus seja eleita pelos servidores e alunos e que haja infraestrutura de qualidade. “Aguardamos a presença de vocês, vereadores, para nos ajudar a discutir, inclusive com audiência pública na Câmara para tratar dessa pauta”, sugeriu.

A vereadora Vanda Américo reconheceu que a situação aponta para a necessidade de intermediação da Câmara junto ao órgão federal porque a instituição trabalha com os interesses dos estudantes marabaenses e isso tem a ver com os interesses do Legislativo. “A direção do IFPA precisa vir à Câmara prestar esclarecimentos. Deve dar satisfação para a sociedade porque seis anos é muito tempo para ficar à frente de um órgão de educação sem passar por um processo eleitoral. Se houver imbróglio, devemos entrar no Ministério Público Federal para exigir que responsáveis sejam responsabilizados”, disse Vanda.