Servidores municipais lotam as dependências da Câmara

Em sessão movimentada e de grande participação popular, a Câmara teve seu plenário lotado por servidores reivindicando o pagamento do vale-alimentação fornecido pela Prefeitura de Marabá.

 

Mais de 500 servidores públicos municipais lotaram na manhã desta terça-feira (11) as dependências da Câmara Municipal de Marabá reivindicando o pagamento do vale-alimentação. De acordo com os servidores, o pagamento do benefício está  em atraso há 5 (cinco) meses.

Wendell Lima Bezerra, Coordenador do SINTEPP(Sindicato dos Trabalhadores em Educação Publica do Pará)- Subsede Marabá, proferiu que os funcionários públicos da educação, saúde e de outras áreas, tomaram a decisão conjunta de entrar em greve até o pagamento total do vale-alimentação. “Vamos parar, a Prefeitura está em atraso com o servidor há quase 5 meses, esperamos que os vereadores exijam a resolução desse problema”,

Wendell disse ainda, que irá protocolar um pedido de cassação contra o Prefeito Maurino Magalhães. “Esperamos contar com o apoio dos vereadores”, enfatizou o Sindicalista.

Para a vereadora Antônia Carvalho de Araújo, a Toinha do PT, deveria haver uma greve geral do funcionalismo público municipal, indicando a insatisfação com a falta de condições de trabalho, sejam elas pecuniárias ou de material funcional. “Os servidores não toleram mais essa situação, o mínimo que o gestor pode fazer é pagar o salário e o vale-alimentação do trabalhador em dia”, concluiu Toinha.

O Presidente, Nagib Mutran Neto, lembrou aos servidores, da necessidade de se fazer o processo de pedido de abertura de uma comissão processante todo dentro dos conformes exigidos por lei, a fim de que não haja prejuízo mais a frente. “É necessário o levantamento de todas as provas e que o pedido seja feito da forma correta, caso contrário, se o Prefeito vier a ser afastado pela Câmara, a justiça pode ordenar que ele volte”, informou Nagib Mutran.

Caso o pedido de abertura da comissão processante seja feito, caberá a Câmara analisar e deliberar assim que o mesmo entre em pauta.  Para aprovação, será necessário o quórum mínimo de 2/3 dos vereadores, ou seja, pelo menos 9 votos favoráveis.