Sindicatos apresentam pauta de reivindicações na Câmara

Reajuste salarial e do vale alimentação, escala 12x36, pagamento de plantões e horas extras estão entre as cobranças ao Executivo

Na sessão ordinária desta quarta-feira, dia 5, a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Marabá concedeu o espaço para uso da tribuna para Joyce Rebelo, que falou representando o Sintepp, Sintesp e Servimar. Na pauta central, o pedido de reajuste salarial do nível médio, superior e operadores de máquinas pesadas e motoristas; plantões e horas extras; piso salarial de 2016 a 2019; vale alimentação e nível superior para os contratados; retroativo da Educação e suspensão do Decreto de Lei do Executivo que instituiu o sistema de escala 12x36.

Pelo período de quase 15 minutos, Joyce Rebelo falou sobre a pauta de reivindicação dos servidores da educação e demais funcionários do município. Ela enfatizou que os temas a serem tratados são de conhecimento de todos. “Temos poucos avanços na gestão atual para os trabalhadores. O governo não sentou com os servidores para ver os atrasados do funcionalismo. Em 2016, Marabá bateu o recorde de R$ 140 milhões em impostos municipais recebidos. Depois que o Tião assumiu, vem trabalhando sem valorização profissional. Temos muitos funcionários sem reajuste desde 2015. Os salários estão congelados, o Visa Vale está parado”, criticou a sindicalista.

Joyce Rebelo pediu a criação de uma frente parlamentar para saber para onde estão indo os recursos da educação e defender os salários dos servidores, com a reposição salarial e reajuste do Visa Vale. Ela também pediu a sustação do Decreto 12x36 horas, que prejudicou a vida do servidor de apoio, sobretudo das mulheres que estão trabalhando sozinhas nas escolas e espaços públicos aos fins de semana e estão expostas a sérios riscos.

Irismar Melo observou que o parlamento é o local ideal para discussão e busca de garantias de direitos. Para ela, é importante que o Executivo tenha como política a valorização do servidor. “Precisamos, sim, sustar os efeitos do decreto do prefeito Tião Miranda que gerou a escala 12x36 horas. Fui a autora para sustar os efeitos do decreto do executivo. Especialmente pelas questões das mulheres colocadas em risco nas escalas de atuação. Formamos uma pauta para rever essa situação com o gestor municipal”.

Irismar ainda frisou que é preciso discutir a valorização profissional dos servidores. “Isso é uma pauta do Legislativo que vem sendo debatida entre os vereadores”.

Atuando como presidente na sessão, o vereador Ilker Moraes destacou que já passou da hora de o Governo Municipal melhorar a questão da valorização dos funcionários. Disse que solicitou ao Governo Municipal que promova o diálogo, para planejar uma solução que traga avanços no debate. “A política é a arte do diálogo. Os servidores estão com a razão, e temos de ponderar com todo o parlamento unido, para sensibilizar o Governo. Marabá tem melhorado a sua arrecadação como um todo. Os servidores estão trabalhando um pouco desprestigiados. Priscila Veloso argumentou que há necessidade de sensibilizar o Executivo para tratar diferente a questão das escalas das mulheres, de não mudar a rotina de trabalho, que foi alterada com a escala de 12x36.

Marcelo Alves somou força à luta dos vereadores. Reconheceu que os salários dos servidores de Marabá estão defasados, e isso é senso comum entre os parlamentares. Para ele, a discussão para tratar de salário deve ser feita em uma grande comissão, para ter força e alcançar êxito. “A reunião com o Executivo deve ser na Câmara e com a presença do prefeito”, sugeriu.