SMS apresenta protocolo de classificação de risco no HMM

De janeiro até julho, número de atendimentos dobrou na casa de saúde e qualidade do serviço melhorou, segundo a Secretaria

Na última quinta-feira, dia 30 de agosto, a Comissão de Saúde da Câmara recebeu o secretário municipal de Saúde, Marcones Santos, diretora de Média e Alta Complexidade da Secretaria Municipal de Saúde, Dármina Duarte, médico Marcos Jeová, diretor técnico do Hospital Municipal de Marabá, entre outros membros da equipe, para apresentação do protocolo de classificação de risco no Hospital Municipal. Presidida pelo vereador Miguel Gomes Filho, a reunião contou também com os vereadores Cristina Mutran e Gilson Dias.

Marcones Santos esclareceu que o protocolo de classificação de risco é um documento em lapidação e está aberto ao debate e que por isso trouxe à Câmara os critérios para a sua utilização.

A enfermeira Dármina Duarte lembrou que o referido protocolo já existia dentro do HMM, mas ainda não estava totalmente implementado. Mostrou o número de atendimentos realizados de janeiro a julho 2018, revelando que houve um aumento de quase 100% em alguns meses, saindo de 5.531 em janeiro para 9.975 em julho.

Ela também ressaltou que o objetivo é acolher o usuário sistematizando o fluxo de atendimento de urgência e emergência, minimizando o tempo de espera. Também ressaltou como serão implementadas as melhorias contidas no protocolo.

O médico Marcos Jeová sustentou que com as alterações no fluxograma, o número de pacientes atendidos aumentou até 250%, assim como o consumo de medicação, de produção de exames e, ao mesmo tempo, de risco de erro da equipe.

Para diminuir a quantidade de atendimento ambulatorial no HMM, uma das estratégias na triagem será encaminhar os pacientes que não estão com problemas de urgência e emergência às unidades básicas de saúde. “Se houver dúvida, o atendimento será feito no próprio hospital”, garantiu Marco Jeová.

A vereadora Cristina Mutran reconheceu que o atendimento do HMM melhorou, mas acreditava que com o Corujão fosse melhorar ainda mais, com pacientes que deveriam ser atendidos nos centros de saúde, sendo solucionados lá. “Só que é cultural o paciente procurar o Hospital, mesmo sendo paciente que deveria se dirigir ao Centro de Saúde”, ponderou.

A enfermeira Dármina explicou que o Corujão está implantado em quatro unidades de saúde e falou que a intenção, desde o início, era funcionar 24 horas. Todavia, o atendimento se estende até meia noite nas UBS Hiroshi Matsuda, Pedro Cavalcante, Amadeu Vivacqua e Carlos Barreto, esta última em Morada Nova.