Transporte escolar e vicinais são debatidos na Câmara

Vereador diz que serviço oferecido é deficitário e espera resposta da SEMED

 

Tema bastante recorrente, principalmente nesse período de chuvas, a manutenção das estradas vicinais foi pauta na sessão desta terça-feira, juntamente com a qualidade da prestação dos serviços oferecidos pelas três empresas terceirizadas do transporte escolar de Marabá. 

O vereador Ilker Moraes foi o primeiro a usar a tribuna para expor a situação. De acordo com ele, na última semana, recebeu de algumas pessoas da zona rural a informação de que não estaria sendo prestado, de forma satisfatória, o serviço de transporte das crianças das comunidades até as escolas. Ele observou que no dia 25 de setembro de 2017, chegou a pedir informações sobre quem presta esse serviço para o município. Em resposta, o vereador disse que a Secretaria de Educação do Município (Semed) informou que três empresas ganharam a concorrência, mas ele diz que as mesmas alegam que os valores fixados para prestação dos serviços ficaram muito abaixo, tornando o trabalho impraticável. “Existem veículos com mais anos de uso do que o permitido, e que não apresentam os itens previstos para atuarem no transporte escolar. Portanto, inadequados para efetuarem o serviço”.

Moraes ainda disse que os alunos e as famílias têm reclamado da qualidade do serviço. “Recebi a denúncia, que existem carros na zona rural em que o tanque de combustível está no interior do veículo”.

Ele enfatizou, também, que aguardará um posicionamento da Semed até o início da próxima semana, para tomar as devidas providências.

Já o parlamentar Alecio Stringari, morador e profundo conhecedor da zona rural, reconheceu que o transporte está sendo prestado de forma inadequada. Ele confirmou que as empresas argumentam não estar conseguindo prestar o serviço, devido ao valor referente ao pagamento ser muito baixo. “A empresa que ganhou não tem condições de praticar o serviço. Vejo gente que tem carro que aluga para empresa que se vira nos 30 para levar a criança para a escola. Espero que na próxima licitação a história seja outra”.

Stringari disse ter conhecimento de que o transporte na zona rural nesta época do ano é complexo. “Entendo que não é fácil oferecer esse serviço durante o inverno. Em 10 anos como vereador, vejo que tem estrada na zona rural que está sendo feita pela décima vez. Todo inverno ficam danificadas, com problemas de pontes, bueiros. Há dilemas nos eixos das estradas. Se as principais estiverem intrafegáveis, as vicinais ficam inalcançáveis. Precisamos enfrentar esse problema juntos”, argumentou. Segundo ele, na Estrada do Rio Preto rodam mais de 200 caminhões de boi por dia e 100 de minério, sem contar as outras demandas.

Edinaldo Machado foi outro que também recebeu reclamação da comunidade. Ele afirmou que foi procurado e indagado sobre as condições de transporte escolar e confirmou que recebeu notícia de galão dentro do ônibus servindo como tanque de combustível.

O vereador Gílson Dias ficou perplexo com a história e disse que a denúncia que foi feita precisa ser apurada. “O transporte escolar é muito importante para a zona rural”.

Ilker Moraes lembrou que a estrada do Rio Preto é muito longa, sem contar as vicinais. No município, segundo ele, há mais de 70 assentamentos e que metade das estradas vicinais passam por esses assentamentos, sendo extremamente necessário melhorar as condições de trafegabilidade delas”.