Vanda pede que prefeitura preste contas de convênios com a Vale

Vereadora fala também em apropriação indébita de recursos do servidor municipal em relação ao plano de saúde Unimed

Em seu discurso no Plenário da Câmara na manhã desta terça-feira, 20 de outubro, a vereadora Vanda Américo Gomes disse que apesar da crise financeira que se abaete sobre o município, o prefeito João Salame precisa fazer prestação de contas de todos os convênios que mantém com a mineradora Vale para execução de obras em Marabá.

Ela apontou várias obras que estão paradas, todas elas em parceria com a Vale, como a construção do Centro de Saúde Laranjeiras, reforma do Centro de Saúde Liberdade, construção de dois novos centro de saúde, sendo um no bairro Da Paz e outro no Araguaia.

“Muitas delas estão paradas e dão prejuízos. É um custo muito alto para a sociedade? Quero saber se a Vale não está repassando os recursos”, disse.

Vanda também reclamou que a Escola Miriam Moreira, na Folha 7, está funcionando em local inadequado e pediu explicações sobre os motivos de obra não estar concluída.

A vereadora destacou também que as manifestações desta terça-feira, por parte de moradores dos núcleos São Félix e Morada Nova, fechando a ponte sobre o Rio Tocantins, é legítima e representa desespero e frustração por parte da comunidade, porque “as promessas não foram cumpridas. O prefeito João Salame prometeu que em outubro que terminaria as obras de asfalto no bairro Araguaia e a empresa passaria para o São Félix, o que não aconteceu”, lamenta.

Vanda pediu ao Ministério Público para intermediar reunião entre as partes porque o povo que do complexo São Félix está indignado com as obras que não estão acontecendo. “Nada do que foi prometido na audiência pública em 2013 aconteceu. As creches são feitas com recursos do governo federal e quero saber o que está acontecendo com o dinheiro do município”.

Por fim, a vereadora denunciou atraso no repasse do convênio dos recursos para o plano de saúde Unimed. A Prefeitura desconta do servidor municipal mas não estaria efetuando o repasse para a conveniada, o que ela considera apropriação indébita. “Quando isso acontece com a Unimed, certamente vai ocorrer com o Ipasemar. Não se brinca com dinheiro do instituto. Já basta o que Marabá passou em um ano com restrições no CALC”.