Vanda pede que Unifesspa instale cursos de Veterinária e Zootecnia em Marabá

Vereadora diz que produtores rurais de Marabá estão reféns de profissionais que vêm de outras regiões

Ao usar a tribuna durante a sessão ordinária ocorrida nesta terça-feira, 9, a vereadora Vanda Américo apresentou um Requerimento de natureza verbal para que a Câmara elabore um documento com assinatura de todos os vereadores para enviar à Unifesspa, pedindo ao reitor pró-tempore Maurílio Monteiro, que apresente ao Conselho Superior da Universidade a proposta para instalação dos cursos de Medicina Veterinária e Zootecnia.

A vereadora questionou o modo como estão sendo definidos os novos cursos voltados para a vocação da região, principalmente relacionados à questão rural. “Os produtores rurais me chamaram para uma reunião para discutir o assunto”, declarou Vanda.

Para a vereadora , a Câmara precisa se posicionar sobre o assunto e defender os interesses dos setores produtivos de Marabá. “Não podemos permitir que tenhamos esses cursos em outro local. Quantas fazendas temos nesta região? E as pessoas estão trazendo veterinários de outros locais”. Vanda pediu para que Mesa Diretora agende audiência com reitor Maurílio Monteiro para discutir o assunto, dizendo também, que as fazendas da região vão servir de laboratório e que é necessário que se crie uma Comissão do Poder Legislativo Municipal para entregar o documento em mãos ao reitor, e não apenas enviar um documento.

Pedindo a parte, o vereador Ronaldo Yara enfatizou que Marabá está entre os municípios que estão segurando o PIB (Produto Interno Bruto) nacional. “O Agronegócio regional está se qualificando e fortalecendo a economia local. Precisamos, sim, brigar por essa demanda para Marabá. Vivemos de ciclos, e o atual conta com o agronegócio e precisamos de profissionais dessa área”, colocou o parlamentar.

Vanda rememorou que a Câmara, em outros momentos, já exerceu esse papel e teve êxito na luta, citando o exemplo da instalação do Campus 2 da antiga UFPA e dos cursos de Direito e Engenharia de Minas”.

Leodato Marquês disse reconhecer a importância do assunto, mas salientou que quando a Câmara iniciar uma luta, que a leve até o fim. “Ainda não temos engenharia elétrica em Marabá, e outros cursos têm de ser criados dentro de nossa vocação. A juventude termina curso de nível superior e tem de trabalhar como técnico e depois chegam outros profissionais da mesma área, vindos de outros estados, com o mesmo grau escolar, e têm prioridade na contratação”, criticou Leodato.