Vereadora Toinha critica Terceirização

Para ela, a classe trabalhadora será prejudicada caso o projeto seja sancionado pela presidente Dilma

Em trâmite no Legislativo Federal, Projeto de Lei (PL) 4330, de 2004, que autoriza a terceirização em todas as atividades de uma empresa, vem sendo foco de amplo debate no foro político, na sociedade em geral e, como não poderia deixar de ser, nas redes sociais. Durante a sessão ordinária desta quarta-feira, 29, na Câmara Municipal de Marabá, a vereadora Antônia de Araújo Albuquerque, a Toinha do PT, se mostrou totalmente contrária à inciativa, dizendo que caso seja aprovado pelo Congresso será necessário que a presidente da República, Dilma Rouseff, vete a proposição, sobe pena de prejudicar o trabalhador.

Para Toinha, a Lei, se aprovada, trará prejuízos aos trabalhadores e as futuras gerações sofrerão com isso. “Ele precariza e acaba com as ações judiciais dos trabalhadores, e quem ficar velho nesse país não conseguirá emprego. Essa é a questão, cria uma rotatividade dos trabalhadores”, afirma a vereadora.

Toinha listou alguns tópicos prejudiciais à categoria. Segundo ela, as empresas fecharam e não pagaram verbas rescisórias aos trabalhadores. Haverá jornadas de trabalho mais longa aos terceirizados do que às do que são contratados diretamente, o que para ela, precariza e retira o emprego. Toinha ainda afirmou que os trabalhadores terceirizados permanecem menos tempo no emprego e que a terceirização impede a criação de novas vagas devido à comprovada jornada estendida.

Para a vereadora, a rotatividade da mão de obra é mais expressiva entre os terceirizados e, na visão dela, a aprovação do projeto resultará na falta de condições de planejamento e organização da vida do trabalhador, e um impedimento de crescimento de carreira do trabalhador, só beneficiando as grandes empresas.

Toinha deixou claro que seu posicionamento é contrário a todos esses itens. “Diante disso, já há uma decisão e é uma luta que nós, do Partido dos Trabalhadores, estamos fazendo para a presidente da República, Dilma Rousseff, vetar a Lei 4330 caso o Senado aprove”.