Vereadores, ACIM e SINE se reúnem para debater mercado de trabalho

Foco da reunião foi em empresas alimentícias que estão abrindo suas lojas em Marabá

A Comissão de Trabalho Indústria, Mineração, Comércio, Agricultura e Economia da Câmara Municipal de Marabá se reuniu na sala das Comissões da Câmara com representantes da Associação Comercial de Marabá (ACIM) e do Sine para debater sobre as perspectivas de novas frentes de empregos que estão sendo geradas em Marabá, bem como se as empresas têm dado preferência para quem possui residência fixa na cidade, que na visão dos vereadores seria de grande ajuda no combate ao desemprego no município.
O presidente da Comissão, vereador Frank Varão abriu a reunião dizendo que além dos presentes, as empresas dos grupos Carrefour/Atacadão e Líder, do ramo alimentício, que estão se instalando em Marabá, também foram convidadas, por serem vistas como indutores econômicos e de empregos para a cidade.
Frank Varão disse que a intenção do evento era para abrir um diálogo entre Câmara, SINE, ACIM e os grupos para saber como estão se dando as contratações e se estão privilegiando os munícipes, visto que a geração de emprego, hoje, é uma das questões mais complexas em Marabá. 
Frank ainda citou a ECB, empreiteira contratada pela Vale que irá realizar a duplicação no trecho Marabá-Vila Itainópolis, falando que existe a perspectiva de contratação em torno de 600 pessoas. “Gostaríamos de articular uma parceria e um diálogo com as empresas, porque a população cobra muito da Câmara, para saber da situação de empregos na cidade”.
Representando o presidente da ACIM na reunião, Eugênio Alegrete informou que em relação ao Supermercado Líder, a ACIM recebeu a empresa na associação e que ela optou por realizar uma parceria com a Microlins, para a contratação de seus funcionários.
Eugênio disse que já o Atacadão-Carrefour montou uma estrutura na Velha Marabá e estava administrando as contratações por contra própria.
Sobre a ECB, o representante da ACIM explicou que anda meio confuso o processo de seleção de pessoal. Para ele, os serviços dessas empresas serão contratados na cidade, por ser inviável, economicamente, trazer gente de fora para as funções que serão ofertadas. “Nos últimos anos o saldo é negativo de emprego, fora os que já estavam desempregados”, lamentou Alegreti.
De acordo com o coordenador do Sine, Marcos Andrade, pelo levantamento do órgão, são 33 mil desempregados e 19 mil recebendo seguro desemprego em Marabá. “A ECB teve uma reunião com o secretário de Indústria e Comércio e a Vale e foi informado que querem contratar 600 pessoas”.
Marcos disse que houve outra reunião e a empresa reduziu quantidade de vagas que já eram para terem sido contratadas até o momento. Ele também sustentou que o Sine esgotou seus contatos com o grupo Líder, que nunca respondeu suas chamadas. “Nos foi repassado que seriam contratados 680 pelo Líder”, informou.
Gílson Dias fez algumas considerações em relação às contratações. Disse que na época que estava à frente da SDU, quando algumas empresas desse porte iam expandir sua atuação ou se instalar em Marabá e pediam incentivos fiscais, ele solicitava que fossem contratados pessoas de Marabá para atuar no empreendimento. “Ao se dar incentivo, é preciso contratar quem tem domicílio eleitoral em Marabá. Caso não seja feito assim, os marabaenses vão ficar para traz”.
Márcio do São Félix disse que está uma fedentina em torno do Sine, porque as pessoas ficam acampando na porta do prédio e não há banheiros públicos. Falou que esses empreendimentos atraem muitos imigrantes que são demitidos e não têm condições de voltar, quando são destratados os serviços prestados. “É preciso que as empresas possam dar privilégio aos marabaenses na hora da contratação de funcionários”.
Ilker lamentou que não haja número real do quanto a Vale deixa para o município. “É preciso melhorar a relação com a Vale, elaborar um plano e um cronograma de investimento da empresa em áreas sociais para os próximos anos. Qual a condicionante a longo prazo que a Vale enxerga para essa região”, indagou Ilker, falando ainda que é preciso união da PMM, CMM, ACIM e outros atores para que se avance nesse sentido.
Uma nova reunião será marcada pela Comissão de Indústria, onde serão convidados a ECB, Vale, Sine, ACIM, Líder e Carrefour para que se avance no diálogo. Os vereadores presentes foram: Frank Varão, Gílson Dias, Márcio do São Félix, Ilker Morais, Cabo Rodrigo.