Vereadores acompanham reunião entre Executivo e comissão de estudos da educação

Apresentação de relatório dos educadores serve para analisar despesas e receitas na área de educação

Na manhã desta sexta-feira, 19 de fevereiro, vereadores da Câmara Municipal de Marabá acompanharam a reunião entre o representante do Executivo de Marabá e presidente do Ipasemar, Karam El Hajjar, e um grupo de dez educadores que apresentaram o resultado de uma análise dos gastos da Prefeitura com a Folha de Pagamento.

Logo na abertura da reunião, o vereador Coronel Antônio Araújo, líder do governo na Câmara Municipal, ressaltou aos presentes que uma condição para o prefeito João Salame receber a Comissão era que o grupo apresentasse primeiro seu relatório a Karam, para aparar possíveis arestas.

Participaram da reunião os vereadores Antônio Araújo, Pedro Correa, Vanda Américo, pastor Eloi Ribeiro, Leodato Marques e Beto Miranda.

Nells Claudejan Rodrigues Nascimento apresentou o relatório para vereadores e o representante do prefeito na reunião. Foram mais de três horas de reunião e discussão em clima respeitoso, com Karan concordamos em vários pontos, mas orientando também os membros da comissão sobre pequenas distorções na análise.

A análise da comissão é de que o passivo existente na Semed é de gestão e não no pagamento dos servidores. “Não se pode retirar direitos adquiridos. Mesmo que a lei viesse a mudar, ela não pode retroagir”, alega Nells Rodrigues.

A vereador Irismar lembrou que tão logo assumiu a gestão, o prefeito João Salame anunciou que a Semed matriculou 5 mil novos alunos, o que não se confirmou posteriormente. “Havia um movimento na tentativa de retirar direitos adquiridos desde 2013”, relembra Irismar.

A vereadora acredita que houve um grande número de aluguéis de espaços para escolas que poderiam ser fechadas, porque serviram tão-somente para favorecer terceiros.

Pastor Eloi disse que é preciso fazer uma nova análise do Plano de Carreira, pois soube que há muitos gargalos e o PCCR estaria inchando a folha de pagamento. “Agora os alunos estão sendo prejudicados, e a greve precisa acabar”, disse o vereador.

Segundo Antônio Disney, membro da comissão de educadores, foram elaborados três planos de cargos e salários, um em 1997, 2003 e 2011, todos eles organizados de acordo com a legislação.

Chegou a haver uma discussão polêmica entre os próprios educadores. Lucimar Tavares da Silva chegou a bater boca com Antônio Disney em relação à reformulação do Plano de Cargos e Salários.

Os educadores disseram que a demora para pagamento do novo piso salarial e a hora atividade foram determinantes para o início da greve, aliados ao prenúncio de retirada de direitos constantes no PCCR. Segundo a comissão, há mais de R$ 431 mil pagos de forma indevida por mês na folha da Semed.

Ao usar da palavra no final da reunião, Karam El Hajjar parabenizou a comissão pelo levantamento e considerou o trabalho importante para o processo de buscar solução para os problemas financeiros da área de educação do município. Disse que não tem conhecimento da gestão da educação e que não tinha proposta, foi apenas para ouvir, a pedido do prefeito João Salame. “Digo a vocês que numa briga perdem todos. Precisamos partir para analisar todos os números”, destacou.

Pedro Correa elogiou a elaboração do relatório e destacou que a gestão atual é extremamente amadora. “Até quem não é da área percebe esse fato. Não acredito que nos dias de hoje tenhamos uma distorção tão séria”, destacou..

A vereadora Vanda disse que o prefeito mandou avisar que será criada uma comissão composta por Karam El Hajjar, vice-prefeito Luiz Carlos Pies e Pedro Souza. Na próxima terça-feira, dia 23, começa a negociação. Vanda ameaça entrar com processo de afastamento caso não haja negociação ou que ela não avance.