Vereadores cobram acesso mais fácil à emissão de Carteira de Identidade

Eles querem que o Estado resolva o dilema que se arrasta por vários anos, deixando muitas pessoas sem acesso a esse documento

Na volta das sessões legislativas nesta terça-feira, dia 6 de agosto, a emissão de documentos pessoais, mais uma vez, esteve em discussão. O vereador Badeco do Gerson iniciou o assunto durante seu discurso na tribuna e reclamou da falta de ações permanentes para emissão de Carteira de Identidade (RG) no município e opinou que a Câmara deveria abrir espaço para realizar esse serviço em suas dependências.

Ele disse que acompanhou de perto a recente mobilização que a Defensoria Pública do Estado realizou na Marabá Pioneira, que alcançou apenas 400 pessoas, ficando milhares, mais uma vez, sem conseguir retirar esse documento importante. “Muitos vêm da zona rural, pagam até R$ 65,00 de passagem, passam a noite na fila e voltam para casa frustrados, sem conseguir tirar o documento”, lamentou Badeco.

Por sua vez, a vereadora Priscila Veloso informou que esteve na ação que disponibilizou 400 Carteiras de Identidade e que de fato as pessoas dormiam na fila, dada a importância e a necessidade do documento. Ela ainda solicitou que a Câmara se posicione e faça um encaminhamento para a Polícia Civil, que alega dificuldade de cédula para fornecer mais documentos.

O presidente do Poder Legislativo, Pedro Corrêa, reforçou que o problema das ações não é por falta de espaço, mas sim de material para que a Segup realize o serviço. Ele pediu que a comissão de Administração da Casa dê os encaminhamentos e faça reuniões com as autoridades do Estado para cobrar solução para o dilema, que se arrasta há vários anos.

Outro a abordar o tema foi o vereador Gilson Dias. Ele destacou que pediu à Polícia Civil convênio com a Câmara de Marabá e que a Segup confirmou a possibilidade de realização de um convênio para expedição de Carteira de Identidade. Todavia, alertou que existe um convênio do município com o Estado para expedição desse documento, que vai se encerrar apenas em 2022 e que deveria ser considerado.

Gilson informou que o Estado solicitou apenas a aquisição de dois identificadores e disponibilidade de um assistente social, sendo que o restante da estrutura eles repassam à Câmara ou Prefeitura. “Temos como resolver. Vai depender muito do prefeito ou da Câmara, se o gestor se omitir, esta Casa precisa se posicionar”, argumentou.