Vereadores concordam com terceirização dos hospitais

Legisladores entendem que administração indireta poderá melhorar atendimento no HMM e HMI

Aos poucos, a ideia de terceirizar os serviços de saúde nos dois hospitais municipais de Marabá vai ganhando coro. Depois de o prefeito João Salame mostrar-se favorável ao assunto, agora o tema ganha coro na Câmara Municipal. O vereador Ronaldo Batista Chaves (PTB) fez um discurso duro sobre a morosidade no atendimento no Hospital Municipal de Marabá e pediu medidas urgentes para solucionar o problema.

 

 

 

Vários vereadores concordaram com o pronunciamento de Yara. A vereadora Júlia Rosa (PDT) disse que com o modelo de gestão atual, Marabá não vai conseguir resolver o problema da saúde. Para ela, há gastos excessivos com medicamentos e custeio das duas casas de saúde, em geral. “Há médicos, há equipe, mas falta gestão. É melhor ser administrado por uma O.S. (Organização Social) do que continuar com o problema crônico e com o povo sem ser atendido adequadamente”.

Ela lembrou que sempre foi contrária à terceirização dos serviços públicos, mas está convencida de que está na hora de experimentar essa modalidade.

Para Júlia, os dois hospitais municipais sofrem com falta de estrutura, mas a terceirização é o caminho que outros estados estão tomando. “Temos de colocar os médicos nos centros de saúde e ter três centros com atendimento 24 horas. Ou a gente terceiriza ou o gestor passará para a história deste município como mais um prefeito que pouco fez pela saúde de Marabá.

A vereadora Vanda Américo (PSD), que faz oposição ao governo João Salame, também reconhece que este é o momento de discutir a terceirização, observando que não dá mais para os hospitais terem administração direta. “Isso vai aumentar o compromisso dos servidores, medicamentos não vão desaparecer facilmente, mas até avançarmos para esse modelo de gestão, é preciso resolver problemas urgentes. Um deles é que haja um alinhamento de discursos entre os vários departamentos da saúde”.

A vereadora Antônia Carvalho, a Toinha do PT, concordou com Júlia Rosa e acha que é preciso que o município experimente uma gestão terceirizada e pondera que o modelo a ser adotado precisa ser amplamente discutido para que os servidores municipais não sejam prejudicados.

Para a vereadora Irismar Araújo, a terceirização é mesmo um caminho a ser adotado daqui para frente e também mostra preocupação com a situação dos servidores. “Vejo que temos de colocar na balança o que é custo e benefício. “Temos de investir na atenção básica, como ela não funciona todo mundo corre para o HMM”, explica.

O vereadora Pedro Souza (PPS), líder do governo na Câmara, acredita que não há falta de medicamentos na rede municipal e que a demora no atendimento acontece por falta de estrutura. Ele garantiu que o governo vai fortalecer a atenção básica e o povo tem de acreditar na eficácia dos postos de saúde. Pedro Souza informou que a possibilidade de passar a gestão dos hospitais para a iniciativa privada está mesmo sendo avaliada pelo governo municipal e que em breve será apresentado o resultado de um estudo que está em curso.