Vereadores criticam realização da Audiência Pública do PPA do Governo do Estado em Marabá

Dificuldade de acesso ao local e falta de divulgação foram duramente combatida por vereadores

Durante a sessão desta quarta-feira, 6, o vereador Ubirajara Sompré apresentou sua indignação sobre a forma como o governo do Estado realizou a audiência pública do PPA (Plano Plurianual) em Marabá. Ele criticou local de difícil acesso, e o fato de a sociedade civil organizada não ter participado dos debates. “O governador estrategicamente levou essa reunião para 10 km de distância da cidade, o que dificultou o acesso à população porque não há nem linha de ônibus para o local”, frisou Ubirajara.

O vereador disse ainda que usou da palavra na audiência e pediu que haja uma descentralização do hospital Ophir Loyola, o que atenderia melhor a população fora da Capital no tratamento de câncer. “Tantas pessoas sofrem com o tratamento desta doença, e lutam para conseguir um agendamento naquela casa de saúde”, destacou.

Sompré ainda solicitou que o executivo estadual faça uma redistribuição da taxa mineral. Na visão dele, já que 70% da receita da Taxa são recolhidas na região do Carajás, a mesma proporção deveria ser aplicada e o Estado deveria retornar com investimento na região. “Poderia ser usado esse recurso, por exemplo, para construir um hospital do câncer”, sugeriu.

A presidência da Casa informou que a Câmara Municipal de Marabá só foi notificada da reunião às 13 horas de segunda-feira. “Na verdade, eles não estavam a fim de que fosse ninguém”, disse Miguel Gomes Filho, presidente da CMM.

A vereadora Antônia de Araújo Albuquerque, a Toinha do PT, disse que também esteve presente na reunião do PPA, e que apesar de o convite ter chegado ao seu gabinete quase às 14 horas, como representante do município não poderia se eximir do ato. Ela informou que o evento foi na sede do Sindicato Rural e estavam presentes representantes de vários órgãos do governo do Estado, inclusive da região, porque isso é obrigatório para que o PPA seja efetivado.

Toinha disse que aproveitou a oportunidade para colocar as mazelas, principalmente em relação à segurança publica. “É preciso ter um outro olhar do Governo do Estado e é necessário que o PPA contemple essa região do Carajás em relação à melhoria da segurança pública no que diz respeito ao efetivo militar. Para efeito de exemplo, o efetivo que cuida desse setor desde a ponte sobre o Rio Tocantins até o final do núcleo Liberdade são somente 16 policiais. Imagine que segurança se pode proporcionar com um efetivo desse”, observou Toinha.

A vereadora ainda discursou no evento em relação à educação, principalmente a melhoria do ensino médio, que na visão dela passa por um péssimo momento. “Até hoje estão faltando professores nas salas de aula do ensino médio, sem contar o problema de infraestrutura das escolas. Fomos contemplados pelo governo federal com a UNIFESSPA e como é que nossos alunos vão entrar na universidade sem um ensino médio de qualidade?”, questionou Toinha.

Ela também cobrou a construção de um Hospital do Câncer Regional para contemplar a região do Carajás. Para a vereadora marabaense, uma das saídas seria ampliar a estrutura o Hospital Regional de Marabá, em vez de colocar todo mundo no Ophir Loyola, em Belém.