Vereadores discutem avanço do coronavírus com o prefeito durante 2h30

Os vereadores receberam na manhã desta quarta-feira, 20, em uma reunião remota extraordinária da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Marabá, o prefeito Sebastião Miranda Filho, para debater sobre as ações realizadas pelo Poder Executivo municipal no enfretamento à pandemia da covid-19. Na pauta central, além das questões dos testes e medicamentos, os parlamentares solicitaram questões relacionadas aos funcionários que estão na linha de frente do enfrentamento ao coronavírus.
Dirigida pelo presidente da Comissão, vereador Miguel Gomes Filho, o Miguelito, a reunião obteve grande participação popular nas redes e contou com mais de 16 mil visualizações e quase mil comentários, onde a população pode ter conhecimento de diversos temas referentes à Covid-19.
O prefeito fez explanação geral e destacou que, atualmente, o foco da administração é o avanço da pandemia provocada pela propagação do coronavírus. Segundo ele, uma das principais ações do momento é que o município está adquirindo 12 mil kits de remédios para serem distribuídos à população, com azitromicina, cloroquina, sulfato de zinco e ivermectina. Tião colocou que o protocolo de entrega da medicação será mediante a indicação médica, que dará condição para que a população tenha acesso aos medicamentos. “Estamos trabalhando para descentralizar a entrega e atendimento nos núcleos da cidade. Queremos que não faltem medicamentos para as pessoas que estiverem com a covid-19”.
O prefeito elogiou, também, a inciativa privada, que tem buscado ajudar, e lembrou que a Associação Comercial e Industrial de Marabá (ACIM) está realizando uma campanha solidária para angariar recursos para esse fim.
Os vereadores questionaram principalmente sobre o prazo e a forma de entrega dos kits de remédios, realização de testes rápidos e a descentralização do atendimento da população. Para os edis, é preciso que sejam definidos outros pontos para onde a população possa se dirigir para receber atendimento. Eles ainda expuseram, que após avaliação e recomendação médica, o paciente já saia de posse dos remédios, o que inibe a procura em farmácia por parte das pessoas.
O prefeito garantiu que até o fim de semana os kits estarão prontos para serem entregues e que a intenção é descentralizar os atendimentos, abrindo novos postos em outros núcleos da cidade. “Os pacientes que estão com tosse, perda de paladar e olfato, febre, devem procurar o hospital, porque o tratamento no início é muito importante”.
Outro ponto abordado pelos vereadores foi o projeto enviado pelo Poder Executivo para a Câmara, que prevê abono apenas para os servidores lotados nas alas da Covid-19 do Hospital Municipal. Para os vereadores, é necessário que o município estenda este benefício também a outros segmentos que estão na linha de frente do enfrentamento à pandemia, como as áreas de segurança, assistência social e inserção de mais profissionais de saúde.
Os parlamentares também frisaram que muitas pessoas têm reclamado da falta de informação dos pacientes no Hospital Municipal. Na visão deles, é preciso que se crie um canal direto e eficaz de comunicação da Prefeitura com a população, sobre questões relacionadas aos pacientes, uma espécie de Central de Atendimento para dar informação aos familiares sobre a situação dos internados.
O prefeito lembrou que o momento de enfrentamento de crise afeta a todos, inclusive as finanças do município, e revelou que a arrecadação teve uma queda grande, o que dificulta a ampliação do beneficio neste momento. Tião também disse que irá solicitar um canal para entrar em contato e divulgar um boletim diário com noticia sobre o estado dos pacientes a seus familiares.
A bancada da zona rural ainda expôs que os medicamentos e testagem devem ter uma parcela destinada ao atendimento da área, com orientação médica.
Tião Miranda finalizou reiterando que a medicação é importante ter logo após apôs a consulta, na tenda e onde for feito atendimento, para o paciente sair com sua situação resolvida. Ele ainda reiterou que acredita que até sexta-feira os kits (de medicamentos) estarão prontos e, a partir daí, irão criar um mecanismo de entrega que será avaliado dia a dia. “Os testes rápidos estão sendo feitos em cima da avaliação dos médicos. Sobre os kits, serão entregues com a receita, para quem precisar ter o remédio. Não podemos deixar as pessoas adoecerem por problema de remédio”, sustentou.