Vereadores discutem fila das cirurgias eletivas em Marabá

Mais de 7 mil esperam por atendimento

Na sessão ordinária desta quarta-feira, dia 20, um dos temas mais discutidos entre os vereadores foi a longa fila por cirurgias eletivas em Marabá, que se aumenta há cerca de oito anos e a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, não consegue resolver. 
O vereador Ilker Moraes cobrou do Executivo uma solução urgente para o caso, já que o próprio prefeito Tião Miranda prometera começar a fazer a fila andar ainda em 2017, realizando uma parte no Hospital Municipal e outra em hospitais particulares, por meio de convênio.
Ilker lembrou que, pelo cronograma anunciado pelo próprio governo atual, as cirurgias eletivas deveriam ter iniciado em agosto, mas até agora não há prenúncio de que isso vá acontecer. “Muitas pessoas estão internadas no HMM correndo risco de perder membros do corpo por falta de cirurgia. Esse dilema tem de acabar logo. A fila das eletivas hoje, em Marabá, ultrapassa a casa de oito mil pessoas aguardando para procedimentos cirúrgicos”, recorda.
Por outro lado, o presidente da Câmara, vereador Pedro Corrêa, o Pedrinho, elogiou o colega Ilker Moraes por renovar o assunto na Câmara e confirmou que o prefeito Tião Mirada prometera resolver o dilema das eletivas. Pedrinho informou a todos que manteve reunião com o secretário municipal de Saúde, Marcone Leite, na terça-feira, dia 20, para discutir exatamente este assunto. 
A informação que recebeu do secretário é que a SMS está concluindo o edital de credenciamento para publicar, para que empresas interessadas possam se credenciar e oferecer o serviço de cirurgias eletivas. “Ele prometeu que até o final deste mês de setembro vai publicar o credenciamento para que os hospitais particulares se credenciem. O governo federal vai entrar com R$ 820 mil e o município com uma contrapartida para diminuir ao máximo a fila das eletivas”, disse o presidente.
Em 4 de agosto deste ano, durante reunião com vereadores, o prefeito Tião Miranda revelou que havia uma fila com 7.665 cirurgias eletivas para serem feitas em Marabá, sem contar as laqueaduras. Tião disse ainda que está aplicando cerca de 22% dos recursos próprios do município na saúde, embora a legislação recomende o mínimo de 15%. A cirurgia de catarata, exemplificou, sairá ao custo de R$ 1.800,00 cada e o SUS entrará com pouco mais de R$ 600,00 e o município pagará o restante.