Vereadores pedem informações sobre processos seletivos da PMM

Critérios utilizados para contratação de servidores são questionados em sessão ordinária

A Prefeitura Municipal de Marabá vem se utilizando de um processo seletivo simplificado para a contratação e preenchimento de vagas nas diversas secretarias que compõem o corpo administrativo do governo. Diante da realização de alguns deles e o lançamento de edital de outros, alguns vereadores usaram seu tempo na tribuna na sessão ordinária desta terça-feira, dia 28 de março, para questionar a forma como esse processo e as contratações estão sendo realizados.
A primeira a se posicionar sobre o assunto foi a vereadora Irismar Melo. Ela destacou que o governo está chagando ao quarto mês de trabalho, e já dá para se ter uma visão, próxima da realidade, em relação ao primeiro escalão do governo. Irismar questionou o processo seletivo de contratação da Seasp. Para ela, é importante que a Secretaria de Assistência Social informe o critério que está sendo utilizado para a avaliação e contratação. “Achamos que as coisas vão ser realmente transparentes. Queremos saber as descrições desse processo seletivo, critérios e objetos de avaliação”, frisou Irismar. 
Ela destacou ainda que a experiência e capacidade comprovada devem ser requisitos em um processo seletivo para ocupação de cargo público. “É importante também saber quem são os responsáveis por essas avaliações”, ponderou.
A vereadora também questionou o processo seletivo realizado pela Secretaria de Saúde e afirmou que houve contratação que não passou pelo processo seletivo. “Posso provar que tem gente contratada na Saúde sem processo seletivo”, vociferou a vereadora.
Marcelo Alves, o Marcelo do PT, disse que tem recebido queixas nas ruas sobre esse processo e que informações chegam em seu gabinete de que muitos cargos foram preenchidos nas secretarias sem nenhum processo seletivo, por pura indicação. “Não quero acreditar, porque as pessoas formam filas gigantes na expectativa de serem contratadas, e se há indicação política, é algo que não podemos aceitar”.
Thiago Koch também tocou no mesmo ponto, observando que a forma como vem sendo feito o processo seletivo da Prefeitura necessita de maiores informações.