Coronel Araújo teme que videomonitoramento passe para o Estado

Vereador pede que município não abra mão deste instrumento importante de segurança pública

 

Na sessão desta terça-feira, 5, o presidente em exercício da Câmara Municipal de Marabá, Coronel Araújo, usou a tribuna para falar sobre o vídeomonitoramento que vem sendo realizado no município, auxiliando no combate à criminalidade em Marabá e que, de acordo com ele, estaria havendo rumores  de que o gerenciamento do serviço seria repassado ao Governo do Estado.

Segundo Araújo, o projeto foi concebido em parceria com a Vale, que investiu aproximadamente 2 milhões de reais. “Estive na semana passada em Belém para participar de uma reunião com o secretário de Segurança do Estado, Luiz Fernandes Rocha, e o do município, delegado Alberto Teixeira, para entender os moldes dessa cedência, mas infelizmente a reunião não ocorreu”, lamentou.

Na visão do vereador, é importante que esse projeto continue com o município. Para ele, o videomonitoramento tem ajudado muito na solução de problema policiais e sociais, e quem conhece o trabalho sabe da eficiência nos resultados.

Araújo reconhece que, atualmente, existe um problema de manutenção dos serviços. Mas, que é possível ser resolvido através de uma Parceria Público Privada (PPP). “A própria lei do projeto permite uma parceria público privada para a execução do mesmo. Tenho certeza de que os grandes comércios e as casas bancárias ajudariam na manutenção, e não se eximiriam de participar dessa parceria”, disse ele, lembrando ainda que as mesmas são beneficiadas por esse auxílio.

Foi lembrado, também, pelo vereador, que hoje existem várias câmeras, em particular, na Velha Marabá, inoperantes, por falta de reparo. De acordo com informações obtidas pelo parlamentar, o custo total aos cofres públicos para a manutenção das 45 câmeras existentes em Marabá giraria em torno de 25 mil reais por mês.

Pedindo a parte ao colega, o vereador Ronaldo Yara corroborou com Araújo, dizendo que o vídeomonitoramento inibe a criminalidade. “Temos que procurar as empresas que se beneficiam desse serviço para firmarmos as PPPs”, disse Yara. “Na feira da Folha 28 tínhamos um problemas seríssimo de consumo de drogas e roubo de boxe à noite, mas com a implantação do serviço intimidou a ação dos criminosos”, testemunhou o vereador.

O vereador Pedro Souza disse que no início de governo, o prefeito teve de tomar medidas econômicas duras para conter gastos para que se pudesse trazer as rédeas da saúde financeira do município às mãos, mas que, em nenhum momento, se cogitou com a possibilidade de acabar com  o videomonitoramento, pelo contrario,  ele deve continuar a existir como um instrumento social de auxílio ao trabalho da polícia. “Na minha opinião, temos que expandir esse serviço, aumentando, assim, a eficiência do trabalho”, frisou o líder do governo.

Antônia Albuquerque, a Toinha, também expressou seu pensamento, colocando que onde o projeto foi implantado, e teve o acompanhamento devido, houve avanços e se obteve resultado de diminuição da criminalidade.