Criminalidade e segurança pública são destaques em sessão da Câmara

Vereadores querem realizar grande evento pra discutir a violência em Marabá

Devido à onda de crimes e o avanço da violência em Marabá e região, vários vereadores usaram a tribuna para expor o pensamento de que a situação passa por um período crítico e que a população está clamando por solução. Alguns vereadores também questionaram a atuação do Governo do Estado no que se refere a investimentos feitos em segurança pública em Marabá.

Ilker Moraes usou a palavra frisou que Marabá tem vivido uma onda de violência terrível. O vereador utilizou como exemplo o assalto ocorrido nesta terça-feira, dia 22 de agosto, na Secretaria de Assistência Social da Prefeitura (Seasp) e no dia 2 de agosto no Hospital Materno Infantil, além da quantidade de homicídios ocorridos em Marabá.

Ilker pediu que seja promovido um grande debate sobre segurança pública, e que se envolva entidades e órgãos ligados ao segmento, principalmente, que o Governo do Estado participe da discussão. “A segurança pública é dever do Estado. O número de polícias é baixo em relação ao que seria necessário para realizar a segurança pública”, disse o vereador.

Moraes lembra que o Estado do Pará é o segundo no Brasil de morte de policias e agentes prisionais. “Existe um quadro suficiente em Marabá para se abrir um diálogo e verificar se o problema é falta de efetivo, de aparelhamento ou outras questões. O próprio vice-prefeito é policial federal e conhece bem o assunto”, diz Ilker. 

Gílson Dias avaliou que o Governo do Estado está brincando de fazer segurança em Marabá, lamentando que o efetivo e as condições de trabalhos dos policias são muito precárias. “Sem condições é difícil realizar um trabalho com eficiência”, criticou Gilson Dias.

Marcelo Alves afirma que quase todos os dias acontecem assassinatos em Marabá e é preciso trabalhar e fomentar o debate em cima do tema segurança pública. “A sociedade não pode viver num pânico desses. Marabá tem números de guerra. É preciso mobilizar o Governo do Estado para intervir. Acho que já temos motivos para que a Força Nacional atuar pelo menos um mês em nossa cidade”, sugeriu.