Leodato Marques pede que Comissão da Câmara visite residenciais Tiradentes e Tocantins

Situação, segundo ele, é degradante e famílias correm risco de perderem suas casas por problemas na infraestrutura

Não é a primeira vez que o programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, ganha destaque em uma sessão da Câmara. Nesta terça-feira, 24, voltou à tribuna um intenso debate sobre a situação dos dois residenciais ambos situados no Complexo São Félix e Morada Nova, respectivamente.

Dessa vez, quem levantou a discussão foi o vereador Leodato Marques, que usou a tribuna para cobrar melhorias nos dois empreendimentos. Ele lembrou que a Câmara aprovou isenção de impostos para o projeto Minha Casa Minha Vida, desde que se fizesse contratações e compras no município, mas o que se viu nos residenciais Tocantins e Tiradentes foi algo triste, principalmente neste último, com uma estrutura deficitária e um obra de baixa qualidade. “O povo está transitando em cima de fezes, a pavimentação e os aparelhos públicos não existem. Precisamos tomar posicionamento e cobrar da Caixa, que pagou pela obra. Quem quiser ver calamidade vá aos residenciais. É preciso ver que tipo de providência será tomado”, esbravejou o vereador.

Leodato disse que no local acontece uma situação inusitada, pois o povo que mora ali pensa que não pode reclamar porque já ganhou uma casa. O vereador disse ainda que os esgotos estão estourados, há muito mosquito da dengue, e que o problema das fezes espalhadas nas ruas pode transmitir enfermidades à população”.

Pedindo aparte, o vereador Alecio Stringari expôs que recebeu uma pessoa em seu gabinete que ganhou uma casa em um dos residenciais e lhe informou que já vai ter de abandoná-la porque está caindo. “A casa está rachada, comprometida e quando vem a chuva alaga tudo”, confidenciou o parlamentar, ressaltando que a empresa HF Engenharia, construtora da obra, alega que não é mais de sua responsabilidade reparar os problemas que foram deixados.

“Alguém terá de dar solução para este problema. As casas têm de ter pelo menos uma validade em sua construção. Na estrutura, estão comprometidas todas as casas”, finalizou Alecio.

Orlando Elias frisou que de vez em quando visita os residenciais e reconhece que muitos aparelhos estão prejudicados. “Há ruas intransitáveis e obstruídas pela lama, buracos e outros problemas. Até ônibus não entram lá porque as ruas não suportam mais. Há descaso do poder público federal. A Caixa pagou, houve medição, e acharam que o serviço estava bem feito, pagando a preço de ouro. As famílias não podem ficar ali jogadas ao léu”.

Para a vereadora Vanda Américo, o prejuízo é da cidade e não se pode deixar aquela quantidade de casas deterioradas. Ela citou o caso do Residencial Magalhães, que ainda está em construção, mas cujas obras paralisaram. “Na última sexta estive lá, há muito matagal e muito dinheiro público jogado fora. É preciso marcar uma data para ir à Superintendência da Caixa, na Secretaria de Planejamento para ver por que as obras estão paradas”, disse Vanda.

A vereadora ainda lembrou que durante a implantação dos residenciais fez inúmeros pronunciamentos e questionou várias vezes a qualidade das obras, tanto do Tiradentes, quanto do Tocantins. Por fim, Vanda sugeriu que haja um dispositivo na lei municipal para penalizar secretário de Planejamento que for conivente com obras mal feitas.

A vereadora Irismar Melo disse lamentou a qualidade das obras nos residenciais Tocantins e Tiradentes e disse que vem acompanhando o problema há muito tempo, inclusive cobrando ações do poder público. Disse que há cerca de 15 dias visitou o Residencial Tiradentes  e viu um cenário de desprezo dos responsáveis pela obra. “No Residencial Magalhães, as obras estão paradas, mas os recursos estão disponíveis. Temos de nos mobilizar para cobrar sua continuidade, porque aquela foi uma conquista grande da gestão anterior e que precisa ser continuada”.