Miguelito avisa que Hidrelétrica de Marabá só sai a partir de setembro de 2016

Estimativa é da própria diretoria da Eletronorte, caso os indígenas liberem agora para o estudo de impacto em suas áreas

O pronunciamento do vereador Miguel Gomes Filho, o Miguelito, presidente da Câmara Municipal de Marabá, na sessão desta terça-feira, 17, foi marcado pela defesa de que a Alepa (Assembleia Legislativa do Pará) realize em Marabá, e não em Belém, a audiência pública para se discutir a construção da Usina Hidrelétrica de Marabá.

Miguel informou aos colegas que o senador Paulo Rocha, na última semana, revelou aos vereadores que estiveram em seu gabinete, em Brasília, sobre sua intenção de realizar um seminário para discutir a implantação da hidrelétrica de Marabá e da Hidrovia Tocantins Araguaia. Todavia, o presidente da Câmara advertiu o senador que esses temas fazem parte de um evento de grande magnitude que a Câmara Municipal de Marabá está preparando, mas para fazer uma discussão mais ampla, envolvendo outros grandes projetos que podem alavancar o desenvolvimento da região.

Miguelito também elogiou a audiência pública agendada pela Alepa para o dia 13 de abril, em Belém, para discutir a construção da Hidrelétrica de Marabá, mas sugeriu aos organizadores que ela fosse realizada aqui, “porque o povo quer ser ouvido. Não podemos permitir e aceitar uma discussão sobre nosso território longe das pessoas mais interessadas e que serão afetadas”, argumentou.

O presidente da Câmara explicou aos presentes à sessão que em audiência com Adhemar Palocci, diretor de Planejamento e Engenharia da Eletronorte, também na última semana, em Brasília, este avisou que a Hidrelétrica de Marabá deverá sair do papel, mas não antes de setembro de 2016. “Essa data está condicionada à realização dos estudos de impactos ambientais na Terra Indígena Mãe Maria, que ainda não aconteceu. A liberação dos estudos precisaria ser concedida pelos indígenas nos próximos dias para que as obras de construção iniciem em setembro do ano que vem. Quem está espalhando a notícia de que ela (a construção) inicia este ano, não está falando a verdade”, observou Miguelito.

O vereador Ubirajara Sompré, lembrou que Adhemar Palocci já esteve em Marabá e vai pedir que ele retorne em breve por dois dias. No primeiro, para manter reunião com indígenas e aparar as arestas para que o estudo de impacto ambiental da construção da hidrelétrica seja autorizado. No outro, para promover uma discussão com todos os setores da sociedade, envolvendo todos os municípios a serem afetados, nos estados do Pará, Maranhão e Tocantins. “Criamos uma comissão aqui na Câmara para fazer levantamento dos impactos ambientais. Temos de retomar esse trabalho para que estejamos fortalecidos e mais preparados para discutir com os responsáveis pela obra”, opinou Ubirajara.