Executivo faz prestação de contas do 3º Quadrimestre de 2019 na Câmara

Executivo faz prestação de contas do 3º Quadrimestre de 2019 na Câmara

por André da Silva Figueiredo publicado 05/03/2020 08h55

karam explicou os gastos e despesas do Executivo

Aconteceu na manhã desta quarta-feira, 4 de março, a audiência pública atendendo à Lei de Responsabilidade Fiscal (LFR) para prestação de contas do Poder Executivo Municipal relativa ao 3º quadrimestre de 2019, com a apresentação dos gastos, receitas e metas fiscais do município no exercício do último ano.

A Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara, presidida pelo vereador Gilson Dias, deu início ao evento, explicando que esse é um momento importante para que a população e os parlamentares tomem conhecimento dos investimentos públicos em Marabá.

O secretário de Planejamento, Karam El Hajjar, usou a tribuna e explicou sobre a arrecadação e despesas do Executivo marabaense no 3° quadrimestre de 2019. Ele afirmou que esse é um resgate do governo, juntamente com a Comissão de Finanças da Câmara, para prestação de contas com os objetivos do relatório de gestão fiscal, que é demonstrar o cumprimento das metas, conforme estabelecido na LRF.

O secretário expôs que a despesa com pessoal foi de R$ 409 milhões e lembrou que o limite máximo determinado por lei é de 54% e que a Prefeitura teve gasto de 45,22% da receita com essa despesa. “Temos um controle sobre os gastos”, garantiu ele.

Em seguida, Karan apresentou um balanço orçamentário, que é um resumo da receita, com um total geral das receitas do ano passado, que chegaram a R$ 972.044.842,22.

 

Também explicou que a Cfem (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerárias) engordou os cofres do município em R$ 132.400.852,76 em 2019, sendo que apenas do Projeto Salobo vieram R$ 67 milhões e da Buritirama R$ 12 milhões.  “Estamos sem nenhuma restrição no Cauc (Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias), uma espécie de Serasa de órgãos públicos”.

Vários representantes da comunidade usaram a tribuna para apresentar questionamentos, inclusive sobre falta de reajuste salarial, já que as contas do município estão equilibradas. Foi o que disse, por exemplo, Walter Leal, presidente do Servimmar (Sindicato dos Servidores do Município de Marabá), o qual clamou que a Prefeitura corrija, pelo menos, as perdas da inflação dos últimos três anos.

Outro ponto abordado pelo sindicalista é em relação à alíquota dos servidores de contribuição dos servidores públicos para com a previdência, que é de 11% atualmente. Todavia, com a mudança do Regime Geral Previdenciário a nível federal, haverá efeito na contribuição municipal, passando de 11% para 14%.

O vereador Ilker Moraes enfatizou que desde o início do governo tem travado um debate com o prefeito Tião Miranda sobre a importância de valorizar o servidor municipal, seja no salário ou Visa Vale, e não está vendo avanço. “A receita tem aumentado e é preciso sentar para discutir essa correção. O Visa Vale está congelado há cinco anos. O gestor tem de entender que a equipe de governo não representa apenas os secretários e adjuntos. O servidor é parte importante nesse processo. A insalubridade foi retirada há 3 anos. Fizemos um decreto legislativo para derrubar essa decisão do prefeito, mas ele não é respeitado

 pelo prefeito”, lamentou Ilker.

Priscila Veloso destacou que sempre acompanhou as discussões sobre o tema, e que a gestão tem mostrado que conseguiu organizar as contas do município, estavam totalmente conturbadas. “Em todas as audiências públicas é demonstrado o equilíbrio financeiro da gestão. Mas, é preciso  entender a necessidade do servidor público que está sem reajuste de salário desde 2016. Essa gestão já superou tantas questões, como a revitalização da cidade, as obras estão sendo feitas. É preciso que se pense e supere essa questão dos servidores. Recebi a informação de que o prefeito tem até o dia 7 de abril para dar o reajuste ao servidor por ser ano eleitoral. Esperamos que avance nessa questão”.

Irismar Melo frisou que algumas coisas não conseguem ficar claras na prestação de contas. Chamou a atenção que em relação aos empréstimos, foram gastos 24 milhões até o terceiro quadrimestre de 2019, questionando, em seguida, como está o andamento do restante dos empréstimos para infraestrutura. “É preciso de um detalhamento melhor dos investimentos, pois fica difícil o legislativo fazer a fiscalização. Outro ponto é a reivindicação dos servidores que é justa e é preciso avançar. Não somos contra a melhoria salarial do servidor, os efetivos não tem tido a valorização esperada. É preciso se pensar. Não se pode fazer uma gestão sem compreender a importância dos servidores para na execução das políticas públicas”.