Reitor da Unifesspa faz prestação de contas de sua gestão aos vereadores

Reitor da Unifesspa faz prestação de contas de sua gestão aos vereadores

por Adriano Ferreira Carvalho Moura publicado 16/04/2024 12h52

Na abertura da sessão desta terça-feira, 16, o reitor da Unifesspa (Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará), Profº Dr. Francisco Ribeiro, apresentou prestação de contas de sua gestão, relacionada aos anos de 2020 a 2024. Além dele, estiveram presentes na Câmara Reitor da Unifesspa veio à Câmara apresentar prestação de contas de 2020 a 2024, com a presença de diretores de institutos, técnicos, e outros servidores daquela universidade.

O balanço geral do mandato de quase três anos e meio continha as oportunidades que fizeram a instituição crescer, mas ao mesmo tempo as ameaças internas e internas, como o transporte público precarizado, que continua um dilema para a comunidade acadêmica em Marabá. “Houve muitas conversas e promessas com a Prefeitura Municipal, mas que não se concretizaram”, disse o reitor.

Ele também apontou a ausência de investimentos, sobretudo entre 2018 a 2023, quando a Unifesspa sobreviveu de emendas dos deputados federais e senadores. O mesmo aconteceu com o custeio, pois houve diminuição de quase um terço do orçamento da universidade por parte do governo federal.

Depois, ele apresentou a estrutura da universidade, com cinco campi espalhados em cidades estratégicas da região e iminência de inaugurar o de Canaã dos Carajás, que está em obras. Além disso, a Unifesspa está presente em 36 municípios, por meio de outros programas de formação.

Ele garantiu que a gestão atual da universidade é humanizada, pautada na política da paz, escuta ativa, vivências e convivências. “Só no restaurante universitário foram servidas mais de 100 mil refeições subsidiadas, garantindo segurança alimentar para a comunidade acadêmica”, sustentou.

Para o futuro, em Marabá, ele apresentou algumas metas: construção de um hospital universitário para dar suporte ao curso de medicina, que deve começar a operar em 2025; bloco multiuso para o Instituto de Geociência e Engenharia; urbanização, drenagem e acessibilidade da cidade universitária; blocos de salas, laboratórios e gabinetes para o curso de medicina; ginásio poliesportivo e bloco para a reitoria.

Por fim, revelou que a Unifesspa, em Marabá e região, injeta R$ 170 milhões de salários por ano, ajudando a movimentar a economia desta região, o que muito nos orgulha.

O vereador Marcelo Alves parabenizou a Unifesspa e considerou um prêmio receber a prestação de contas na sede do Poder Legislativo. “Realmente, a universidade ajuda na economia, mas também em várias outras áreas, como na qualificação de mão de obra para a região. Esta universidade está de portas abertas e o atual reitor está fechando um ciclo, não olha para partido, pede emendas para todos os parlamentares federais, que ajudam a instituição no sul e sudeste do Pará. Ele não carrega bandeira ideológica, mas dialoga com todos”, elogiou.

O vereador Coronel Araújo  lamentou que o transporte público seja um dos maiores problemas para a Unifesspa, e que o município não consegue resolver.  “Isso serve de reflexão para nós, vereadores, e ao mesmo tempo nos envergonha. Já fizemos várias discussões, mas não podemos retroceder na cobrança ao Poder Executivo”.

A vereadora Vanda Américo considerou que há preconceito da Vale com pessoas formadas na região de Marabá, e que não é pequena. “As licitações são feitas em Belo Horizonte para vários serviços técnicos e acabam deixando de fora empresas de Marabá. A economia dos municípios da região agradece pelo aporte de recursos da Unifesspa, mas ainda temos algumas demandas, como implantar o curso de jornalismo em Marabá, não apenas em Rondon do Pará”.

O vereador Miguel Gomes Filho, o Miguelito, foi outro que elogiou a prestação de contas, porque considera que as universidades públicas precisam trabalhar com transparência dos recursos que recebem. Por fim, desejou sucesso ao reitor para que continue fazendo o excelente trabalho que está em execução.