Sindicalistas falam em paralisação em prol do vale alimentação

Mais uma vez os sindicatos que representam os servidores públicos municipais de Marabá estiveram na sede do Poder Legislativo protestando. Agora, eles pedem um incremento no Vale Alimentação, que hoje é de R$ 300,00, para R$ 630,00.
Três representantes de sindicatos usaram a tribuna na sessão ordinária desta terça-feira, 12, e lembraram que, por unanimidade, a Câmara devolveu o projeto que a gestão municipal enviou no mês de março deste ano, que propunha o reajuste do vale alimentação de R$ 300 para R$ 340,00.
Coordenadora geral do Sintepp de Marabá, Joyce Rebelo expressou que a batalha vai continuar e que a classe não aceitará este valor como melhoria do vale alimentação. “É triste pra gente ver que mais uma vez o governo decide sozinho. Hoje o recurso anual do Vale gira em torno de R$ 33 milhões. Mensalmente chega a R$ 1 milhão e 100 mil, e metade dos recursos para pagar os educadores vem do Fundeb. Sabemos que é possível dobrar esse valor e valorizar o vale alimentação do servidor, que está muito defasado. Podemos dobrar para R$ 600,00. Temos um prefeito centralizador, que não respeita a Câmara e os trabalhadores. É preciso trancar essa pauta para definirmos o novo valor do vale. Hoje, recebemos R$ 300,00 de vale alimentação. Enquanto o Estado passou a pagar R$ 1.000. Vamos convocar uma paralização geral neste município, em frente à Sevop, em defesa do aumento do vale alimentação”, disse Joyce.
Valter Leal, presidente do Servimmar (Sindicato dos Servidores do Município de Marabá), salientou que o trancamento de pautas do Executivo na Câmara é o único caminho para resolver essa questão. Ele afirmou que o impacto financeiro e o projeto, com o valor do novo vale alimentação já deveriam ter sido apresentados aos trabalhadores e ao Legislativo. “O servidor vê essa desculpa como enrolação. Fico pensando que o projeto que será enviado será de R$ 380,00. Se for esse valor nós faremos manifestação em frente à Sevop, com greve, e pediremos o trancamento de pauta para os vereadores. Nós estamos pedindo R$ 630 e não vamos abrir mão de nenhum centavo”, avisou.
Raimundo Bezerra, diretor do Sintesp (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública do Pará) Subsede Marabá, concordou com a fala dos demais sindicalistas. “No começo do governo, o prefeito Tião Miranda retirou 10% de todos os servidores da saúde. Acabou que desvalorizou quem já eram desvalorizado. O dinheiro não volta”.
De acordo com o Raimundo, Marabá tem condições de manter um vale alimentação de pelo menos de R$ 550,00, que é o que foi apontado pelos parlamentares, na última reunião com o prefeito. “Pedimos que os vereadores ajudem os servidores do município. Nosso aumento demorou 5 anos para sair e tivemos 16% agora, sendo que a inflação neste mesmo período foi de 33%. Mais uma vez vemos ocorre o descaso do gestor municipal com os servidores municipais e vereadores”.
Pedro Corrêa disse que a CMM sempre abriu espaço para o diálogo. Ele lembrou que pela primeira vez a Casa devolveu um projeto do Executivo em relação ao vale alimentação, para que houvesse um diálogo maior em busca de um consenso. “Sempre estivemos ao lado do servidor e cumprimos com a nossa responsabilidade”.
Ray Athiê avisou que se os servidores fizerem greve ele estará presente. “Eu pedirei o trancamento de pauta, se vai passar ou não, é outra questão. É justo o pedido dos servidores, de aumento do vale para R$ 630. Há cinco anos vocês não eram recebidos pelo prefeito e existe muita demanda reprimida”, reconheceu.
O vereador Miguelito garantiu que sempre vota favorável a projetos de lei que cheguem à Casa relativos a reajuste para o servidor.
Alecio Stringari disse que a Câmara aguarda o envio do projeto de lei para analisar o percentual de aumento. De acordo com ele, o Executivo está realizando um levantamento do impacto financeiro para depois apresentar uma proposta. “Não soubemos, ainda, o valor do reajuste do vale alimentação do novo projeto que o executivo irá enviar”, explicou.