Vereadores voltam a criticar falta de estrutura do HMM

Não é de hoje que o tema saúde toma conta das discussões durante as sessões na Câmara Municipal de Marabá. Dessa vez, os alagamentos que ocorreram nos últimos dias, por causa de chuvas, deram início às críticas de vereadores.

Primeiro a usar a tribuna e tocar no tema foi o vereador Márcio do São Félix. Ele lembrou que pouco tempo atrás o Hospital Municipal sofreu com a quebra do gerador de energia, que incendiou parte da casa de saúde e agora sofre com alagamentos. “Não se pode achar que é um fato isolado, visto que a estrutura é deficitária”.

Ele chamou a atenção para que haja maior investimento na estrutura daquela casa de saúde. “É nossa obrigação chamarmos a atenção para estes fatos. Nós precisamos entender que a estrutura predial não suporta mais”.

O parlamentar ainda disse que o recurso existe e que o Executivo deve trabalhar para melhorar e ampliar a estrutura de saúde na cidade. “Se tem a ideia e o recurso, por que não vamos para a prática. Temos a oportunidade de construir uma nova casa de saúde ao lado do HMM. Esperamos que o Executivo mostre algo de concreto para que mude este quadro. Considero que precisamos de investimento estrutural de obra para a saúde. Vamos construir uma nova estrutura hospitalar para atendimento da população”, clamou o vereador.

O vereador Frank do Jardim União pediu para que a Casa de Leis fique de olho nos processos licitatórios do município. “Algumas empresas colocam os lances lá em baixo, e depois vêm com os aditivos”, criticou.

Ele citou o caso da Unidade Básica de Saúde Pedro Cavalcante, em que a empresa vencedora da licitação abandonou e agora terá outro processo licitatório. Caso semelhante ocorreu na UBS Emerson Caselli. “O fato é que todas essas complicações de obra parada, quando se trata desses prédios para a saúde, as empresas querem aditivos, o que o Executivo não está concedendo. Eu digo o seguinte, não sei onde estão investindo estes 34% da saúde, porque as obras de reforma e ampliação não andam. Os vereadores fiscalizam e cobram, mas a execução parte do Executivo, que é quem tem a chave do cofre público. Não podemos carregar a maior parcela deste descaso na saúde”, vociferou.

A médica e vereadora Dra. Cristina Mutran destacou que no início do segundo mandato do prefeito Tião Miranda, ela esteve no gabinete com o gestor conversando sobre a construção de uma nova unidade hospitalar. “Em 1987, quando foi entregue para a cidade o antigo hospital da Funasa, onde hoje é o hospital Municipal, houve muita festa. Um hospital imenso para o número de pessoas naquela ocasião. E naquele tempo tínhamos outras casas de saúde para realizar o atendimento da população”.

Ela recorda que destacou, ao prefeito, que o número de leitos está totalmente defasado. “A ideia do Tião não seria construir uma unidade hospitalar, e sim tirar o pronto socorro do HMM. E construiria ao lado, onde funciona o DMTU. A ideia no início de 2020 era essa. Não sei como estão hoje os planos para construção ou retirada do pronto socorro. Acredito que mantendo essa modificação será insuficiente. O inverno chegando, mais chuva teremos e mais inundações podem ocorrer no HMM”, lamenta.