Comissão de moradores da Estrada do Rio Preto se reúne com vereadores

Comissão de moradores da Estrada do Rio Preto se reúne com vereadores

por Adriano Ferreira Carvalho Moura publicado 14/05/2025 11h42

 

Já passava de meio-dia quando um grupo de vereadores recebeu, na manhã desta terça-feira (13) uma comissão formada por 17 moradores da região da Estrada do Rio Preto. Eles vieram entregar um documento à Câmara e pediram ajuda junto ao Poder Executivo para realização da pavimentação da Estrada do Rio Preto, em cumprimento a uma promessa feita pelo atual prefeito durante a campanha, garantindo que asfaltaria pelo menos 10 km por ano da estrada.

O documento apresentado pelo grupo explica que a Estrada do Rio Preto é uma via de extrema relevância para a integração da cidade com a zona rural do município. E que ao longo do percurso, formam-se diversos núcleos populacionais, dando origens às vilas, entre as quais Brejo do Meio, Santa Fé, Três Poderes e Vila União.

Jó do Carajás, morados da Vila Três Poderes e líder do movimento, disse que a estrada funciona como corredor estratégico para o escoamento da produção agropecuária e da agricultura familiar, tendo ainda grande potencial mineral, gerando mais de 90% da produção de minério de Marabá.

Ele lembrou que durante o inverno são infernizados pela lama e no verão pela poeira, quando acidentes ocorrem e ceifam vidas. “A nossa região é rica. Todos os dias saem muitos recursos de lá. A gente só tem a certeza de estar saindo de casa, mas sem segurança do retorno”, lamentou.

José dos Reis, morador do Brejo do Meio, ressaltou que tem ciência que para asfaltar a estrada toda é necessário muito recurso financeiro. Mas, destacou que não está conformado com a resposta do prefeito, de que a PMM não pode fazer nada neste momento. “A estrada do jeito que está tira o direito de a gente comer, comprar um remédio. Tudo que eu ganho a Estrada do Rio Preto me tira, pela condição em que ela se encontra. Queríamos que a prefeitura fizesse pelo menos 10 km por ano. Estamos tão necessitados para que tenhamos algo na região. O prefeito prometeu lutar por aquelas comunidades e eu fui um que acreditou e apoiei sua eleição”, desabafou.

O vereador Ilker Moraes, presidente da Câmara, opinou que é preciso juntar o Legislativo Estadual, Federal e Municipal, prefeito e governador para, unidos, buscarem uma solução para o drama do trânsito na Estrada do Rio Preto.

Segundo Moraes, o que se assiste hoje é o prefeito jogando a população contra os vereadores, pedindo para estes abriam mão das emendas parlamentares garantidas em lei. Ele salientou que Marabá arrecada quase R$ 5 milhões por dia e que tem quase R$ 2 bilhões de orçamento para 2025 e que é necessário enfrentar a situação com responsabilidade. Disse que o líder do movimento pelo asfalto da Estrada do Rio Preto deveria ser o Executivo Municipal, visto que ela hoje é uma vicinal de Marabá.

O presidente da Câmara frisou que os vereadores já garantiram asfalto com os recursos da CPI da Vale, contemplando várias comunidades rurais. “Agora, é hora do prefeito contribuir também com recurso do empréstimo bancário”.

O vereador Jocenilson Silva pediu para que a gestão municipal assuma sua responsabilidade no processo. “Nós contribuímos com a CPI da Vale com R$ 115 milhões. Só para a Prefeitura serão R$ 85 milhões. Este dinheiro, por ser uma luta desta Casa, poderia ser remanejado para fazer mais pela zona rural. O Executivo poderia destinar metade dos R$ 85 milhões para a melhorar a qualidade de vida de quem está no campo. Teremos quase R$ 2 bilhões em recursos. Estamos de comum acordo para que o prefeito faça este remanejamento de asfalto com recursos da CPI da Vale”.

A vereadora Maiana Stringari, que tem forte ligação com a zona rural, enfatizou que conhece muito bem os problemas da zona rural, e praticamente toda região do Rio Preto.  Ela salientou que através de emenda impositiva do seu pai, conseguiram uma ambulância para atender aquela região.

Maiana lembrou que durante a recente campanha eleitoral de 2024, o atual prefeito, Toni Cunha, prometeu 10 km de asfalto por ano na Estrada do Rio Preto.

O líder do governo no parlamento marabaense, vereador Cabo Rodrigo, apontou a possibilidade de o município realizar a privatização da Estrada do Rio Preto e que algumas empresas já até se interessaram pela ideia.