Oficina fortalece atendimento inclusivo no Legislativo de Marabá
Promover um atendimento mais acessível e ampliar o conhecimento dos servidores sobre inclusão foram os objetivos da 1ª Oficina de Tecnologia Assistiva da Câmara de Marabá, realizada na manhã desta quinta-feira (11) pela Escola do Legislativo de Marabá (Elmar). A capacitação ocorreu no Plenarinho da Câmara Municipal e reuniu servidores, palestrantes, representantes de instituições e membros da sociedade civil.
A iniciativa buscou preparar os participantes para o atendimento e acolhimento de pessoas com deficiência, contribuindo para ampliar o acesso desse público aos serviços oferecidos pelo Legislativo municipal.
Diretora Executiva da Escola do Legislativo da Câmara de Marabá, Gabriela Silva destacou a importância da formação e das ferramentas de inclusão e acessibilidade para garantir que os serviços públicos sejam cada vez mais acessíveis.
“Hoje, estamos realizando uma oficina de tecnologias assistivas, que dentre outros objetivos, visa trabalhar ferramentas tecnológicas para auxiliar as pessoas com deficiência, no acesso aos serviços públicos, tendo como exemplo, as atividades existentes no Poder Legislativo de Marabá. Essa oficina é resultado de um Projeto de Extensão realizado pela Universidade do Sul e Sudeste do Pará, que é encabeçado pela ex-servidora da Casa de Leis, Andreza Reuter, tendo como parceira, a Escola do Legislativo”, explica Gabriela.
Segundo ela, além dessa experiência, a Elmar pretende levar essa oficina às escolas públicas, o que ela considera uma atividade de democracia. “A princípio, estamos realizando esta capacitação junto aos servidores do Parlamento Municipal, pois entendemos que esta é a Casa do Povo e, por isso, a partilha desses conhecimentos deve começar por aqui, construindo um espaço cada vez mais acessível e democrático a todos os grupos”, declarou.
Responsável por ministrar a oficina, a chefe do Departamento de Formação Inclusiva de Acessibilidade e Inclusão da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), Andreza Reuter, ressaltou que acessibilidade e tecnologia inclusiva precisam alcançar toda a sociedade e não apenas pessoas com deficiência.
“Acessibilidade e tecnologia inclusiva não devem ser algo restrito apenas às pessoas com deficiência. Temos que construir uma sociedade onde esses saberes estejam disponíveis a todos os públicos e é por isso que estamos realizando esta capacitação. Se queremos uma sociedade igualitária, devemos ampliar as nossas políticas de inclusão, onde todas as pessoas possam ter acesso e, principalmente, ciência de que estamos em pé de igualdade. Enquanto ex-servidora desta instituição, me sinto honrada em poder dar minha parcela de contribuição para a construção de uma sociedade mais justa para todos”, concluiu.
