Servidores participam de ação educativa da Procuradoria da Mulher

por Adriano Ferreira Carvalho Moura publicado 08/12/2025 13h12, última modificação 08/12/2025 13h12

 

 

Celebrado em 6 de dezembro, o Dia da Campanha do Laço Branco é uma iniciativa que convoca os homens a assumirem responsabilidade e atuarem pelo fim da violência contra a mulher, seja física, psicológica ou moral. Em alusão à data, a Câmara Municipal de Marabá, por meio da Procuradoria Especial da Mulher, realizou na manhã desta quinta-feira (5) uma palestra educativa destinada aos colaboradores da Casa, com o objetivo de conscientizar, prevenir e combater qualquer forma de violência ou assédio contra mulheres nos diversos espaços da sociedade.

Segundo dados do Governo Federal, 7 em cada 10 mulheres já sofreram algum tipo de violência em seu ambiente de trabalho, índice que reforça a necessidade de políticas efetivas de prevenção e enfrentamento. Diante desse cenário, Gilmara Neves, integrante da Procuradoria Especial da Mulher, ressaltou a relevância da ação e o compromisso do Legislativo com o tema. “Mesmo diante de tantos avanços relacionados a esse debate, a figura feminina ainda se encontra vulnerável. Precisamos de mais momentos como este, para formar homens conscientes e mulheres mais seguras. Infelizmente, o assédio moral, a importunação sexual e até agressões físicas continuam acontecendo, inclusive em casa e no ambiente profissional. Isso precisa mudar”, afirmou.

Para o servidor João Carlos Gava Júnior, ações como esta não apenas reforçam a importância do tema, mas também contribuem para mudanças significativas no cotidiano social. “Dezembro é o mês de conscientização sobre a violência contra a mulher. Nesse contexto, o encontro busca promover entre os servidores uma reflexão profunda para evitar que situações de violência continuem ocorrendo. A mulher deve ser respeitada, e nós, como servidores públicos, temos uma responsabilidade social muito grande nesse processo”, destacou.

Ronaldo Giuste, jurista e servidor da Câmara, também avaliou positivamente o momento. Para ele, políticas de respeito e igualdade de gênero precisam nascer dentro das famílias e se estender para toda a sociedade. “Na maioria dos casos, a violência contra a mulher é praticada por homens, e isso precisa ser desnaturalizado. Quando pensamos em violência, logo associamos à agressão física, mas um toque constrangedor ou uma abordagem inapropriada também configuram violação. Devemos cuidar das nossas atitudes e não ultrapassar limites. Esse debate é fundamental e deve começar dentro de casa, ensinando nossos filhos que vivemos em uma sociedade pautada na igualdade e no respeito à mulher”, destacou.

Outro servidor a se manifestar foi Pedro Crizóstomos, que parabenizou a Procuradoria pela iniciativa e reforçou o impacto social dessas medidas. “Vivemos hoje um momento significativo na história deste Parlamento. Difundir a ideia de que mulheres devem ser respeitadas é essencial. Para muitos, o respeito é algo natural, mas infelizmente não é realidade para todos. Cabe a nós desmistificar padrões ultrapassados e fortalecer um ambiente social mais igualitário, onde todos desfrutem dos mesmos direitos”, concluiu.